
Presidente da Câmara dos Comuns britânica renuncia após escândalo de abuso de dinheiro
Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/05/19/presidente-da-camara-dos-comuns-britanica-renuncia-apos-escandalo-de-abuso-de-dinheiro-755929355.asp
LONDRES - O presidente da Câmara dos Comuns (Câmara Baixa britânica), Michael Martin, apresentou nesta terça-feira a sua renúncia, depois de ser duramente criticado por seu comportamento durante o escândalo do reembolso de despesas de parlamentares. O esquema, que permitia aos políticos usarem verbas públicas para pagarem coisas como tampas de banheiras, biscoitos, ração para gatos e consertos em quadras de tênis, foi denunciado pelo "Daily Telegraph" na semana passada.
É a primeira vez que a saída do presidente da Câmara é pedida em mais de 300 anos. O último a ser destituído foi John Trevor, por corrupção, em 1695.
Em um breve pronunciamento, Martin justificou a sua saída como uma tentativa de "manter a unidade" da Câmara. Ele deve deixar o cargo no dia 21 de junho.
- Isso vai permitir que a Casa eleja um novo presidente. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto - disse ele, recusando-se a responder a perguntas. Partido Trabalhista britânico afasta segundo parlamentar por escândalo de mau uso de verbas
O substituto de Martin será eleito pelos 646 deputados que compõem a Câmara Baixa britânica no dia 22 de junho. Ex-metalúrgico e sindicalista, criado numa região operária da Escócia, ele estava há oito anos no cargo.
De acordo com John Curtice, professor de Política da Universidade Strathclyde, da Escócia, isso é um fato constitucional histórico, equivalente a abdicação de um monarca ou ao impeachment de um presidente.
- Há uma reverência a respeito do cargo (...), uma espécie de mitologia - afirmou. - É o equivalente a uma crise de abdicação. Não há dúvida de que estamos num turbilhão. Vamos nos lembrar disso.
Para muitos parlamentares e setores da opinião pública, Martin se empenhou mais em evitar que revelações sobre gastos pessoais de deputados viessem a público do que em reconhecer erros de conduta na Casa e mostrar disposição para introduzir reformas no sistema vigente. Um grupo de 23 deputados chegou a submeter uma moção de desconfiança contra o presidente da Câmara, um gesto raro na história parlamentar britânica. Cresce pressão por eleição britânica antecipada
Na segunda-feira, Michael Martin pediu desculpas ao país por causa do escândalo provocado por gastos injustificáveis de parlamentares, o que tem gerado crescentes apelos pela antecipação das eleições gerais.
- Por favor, permitam-me dizer aos homens e mulheres do Reino Unido que de fato os decepcionamos fortemente - disse Martin em discurso ao plenário lotado. - Devemos todos aceitar a culpa, e na medida em que contribuí com a situação, lamento profundamente.
O premier britânico, Gordon Brown, deve dar uma entrevista ainda hoje para falar sobre a reforma no sistema de gastos do governo. O escândalo aumentou ainda mais a insatisfação pública com uma legenda que está no poder há 12 anos e que afetou todos os partidos, mas parece prejudicar especialmente o seu Trabalhista, no poder há 12 anos. O partido já teve dois parlamentares suspensos e um ministro deixando o cargo devido à investigação sobre gastos.
O líder conservador David Cameron, bem colocado nas pesquisas para ser o próximo premier, disse que os britânicos deveriam se mobilizar pela antecipação da eleição, e que a saída de Martin não seria suficiente para conter a crise.
- Isso vai permitir que a Casa eleja um novo presidente. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto - disse ele, recusando-se a responder a perguntas. Partido Trabalhista britânico afasta segundo parlamentar por escândalo de mau uso de verbas
O substituto de Martin será eleito pelos 646 deputados que compõem a Câmara Baixa britânica no dia 22 de junho. Ex-metalúrgico e sindicalista, criado numa região operária da Escócia, ele estava há oito anos no cargo.
De acordo com John Curtice, professor de Política da Universidade Strathclyde, da Escócia, isso é um fato constitucional histórico, equivalente a abdicação de um monarca ou ao impeachment de um presidente.
- Há uma reverência a respeito do cargo (...), uma espécie de mitologia - afirmou. - É o equivalente a uma crise de abdicação. Não há dúvida de que estamos num turbilhão. Vamos nos lembrar disso.
Para muitos parlamentares e setores da opinião pública, Martin se empenhou mais em evitar que revelações sobre gastos pessoais de deputados viessem a público do que em reconhecer erros de conduta na Casa e mostrar disposição para introduzir reformas no sistema vigente. Um grupo de 23 deputados chegou a submeter uma moção de desconfiança contra o presidente da Câmara, um gesto raro na história parlamentar britânica. Cresce pressão por eleição britânica antecipada
Na segunda-feira, Michael Martin pediu desculpas ao país por causa do escândalo provocado por gastos injustificáveis de parlamentares, o que tem gerado crescentes apelos pela antecipação das eleições gerais.
- Por favor, permitam-me dizer aos homens e mulheres do Reino Unido que de fato os decepcionamos fortemente - disse Martin em discurso ao plenário lotado. - Devemos todos aceitar a culpa, e na medida em que contribuí com a situação, lamento profundamente.
O premier britânico, Gordon Brown, deve dar uma entrevista ainda hoje para falar sobre a reforma no sistema de gastos do governo. O escândalo aumentou ainda mais a insatisfação pública com uma legenda que está no poder há 12 anos e que afetou todos os partidos, mas parece prejudicar especialmente o seu Trabalhista, no poder há 12 anos. O partido já teve dois parlamentares suspensos e um ministro deixando o cargo devido à investigação sobre gastos.
O líder conservador David Cameron, bem colocado nas pesquisas para ser o próximo premier, disse que os britânicos deveriam se mobilizar pela antecipação da eleição, e que a saída de Martin não seria suficiente para conter a crise.
Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/05/19/presidente-da-camara-dos-comuns-britanica-renuncia-apos-escandalo-de-abuso-de-dinheiro-755929355.asp
Deve ser chato morar num país assim... Quem dera que aqui no Brasil fosse assim. Grande parte da sujeira que assola nossa política seria afastada, nem que seja aos poucos, mas seria.
Mas cá entre nós, como tem safado no mundo inteiro né?


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