
Elicarlos, do Cruzeiro, acusa Máxi Lopez, do Grêmio, de racismo
Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/06/25/elicarlos-do-cruzeiro-acusa-maxi-lopez-do-gremio-de-racismo-756506690.asp
RIO - O jogaço entre Cruzeiro e Grêmio , no Mineirão, primeira partida da semifinal da Taça Libertadores (veja os melhores momentos) , virou assunto de polícia. O volante Elicarlos, da equipe mineira, acusou o atacante argentino Maxi López, do time gaúcho, de tê-lo chamado de "macaco". A suspeita de racismo foi parar na delegacia. O delegado Daniel Barcelos informou que por enquanto não há indiciamento, apenas investigação.
- Solicitamos a presença do jogador do Grêmio depois da denúncia do Elicarlos. Ele compareceu à delegacia, prestou sua versão sobre os fatos, e ambos foram liberados. O jogador alega que foi uma discussão normal e disse que não tinha condições de se expressar de forma tão veemente no idioma português. O cruzeirense atestou que foi chamado de macaco e manteve o que já havia dito quando foi substituído no segundo tempo da partida - disse o delegado.
Como foi a confusão
Logo depois do apito final do árbitro chileno Jorge Osorio, Elicarlos foi aos microfones dizer que havia sido chamado de "macaco" pelo centroavante argentino do Grêmio. Foi o suficiente para que uma grande confusão fosse instaurada no Estádio do Mineirão.
O ônibus que levaria a delegação do Grêmio até o hotel em Belo Horizonte foi impedido de deixar o estádio. Um tumulto generalizado ocorreu na porta do veículo. Parado no pátio do estádio, o ônibus gremista não demorou a ser alvo de pedras da torcida cruzeirense que deixava o Mineirão. A porta foi fechada, mas um policial entrou no veículo e ficou esperando pela chegada da delegada para tomar o depoimento do argentino
Depois de mais de uma hora de muito bate-boca entre policiais e dirigentes, Maxi López desceu do ônibus e foi para a delegacia depor. Junto com ele, em sinal de solidariedade, seguiram todos os jogadores do Grêmio e o técnico Paulo Autuori. Lá já esperava a suposta vítima Elicarlos.
O ônibus que levaria a delegação do Grêmio até o hotel em Belo Horizonte foi impedido de deixar o estádio. Um tumulto generalizado ocorreu na porta do veículo. Parado no pátio do estádio, o ônibus gremista não demorou a ser alvo de pedras da torcida cruzeirense que deixava o Mineirão. A porta foi fechada, mas um policial entrou no veículo e ficou esperando pela chegada da delegada para tomar o depoimento do argentino
Depois de mais de uma hora de muito bate-boca entre policiais e dirigentes, Maxi López desceu do ônibus e foi para a delegacia depor. Junto com ele, em sinal de solidariedade, seguiram todos os jogadores do Grêmio e o técnico Paulo Autuori. Lá já esperava a suposta vítima Elicarlos.
Fonte: http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2009/06/25/elicarlos-do-cruzeiro-acusa-maxi-lopez-do-gremio-de-racismo-756506690.asp
Já começaram o sensacionalismo em cima desse caso. Que o jogador argentino pode ter chamado o brasileiro de macaco não duvido nada, faz parte da natureza de um argentino (olha o meu preconceito aí...rs). Mas tem que se provar antes. Já está havendo um pré-julgamento do caso, como se bastasse apenas dizer: "Ele me chamou de macaco" e pronto. Pára com isso, que sociedade hipócrita é essa em que vivemos, onde a má-vontade contra um argentino é constante (preconceito), onde um negro famoso sempre prefere casar com uma loira, onde se briga para aprovar cotas para negros em Universidades num país onde existem muitos brancos pobres também. Fora outras desigualdades raciais e religiosas.
Enfim, Brasil - O país da hipocrisia, das desigualdades e da bagunça. Triste constatação.


Nenhum comentário:
Postar um comentário